Boletim de Serviço Eletrônico em 08/07/2022

  

  

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES

  

Ato nº 9728, de 06 de julho de 2022

SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e do Regimento Interno da Anatel, aprovado pela Resolução nº 612, de 29 de abril de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do art. 19 da Lei nº 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO que os Requisitos Técnicos estabelecem os parâmetros e critérios técnicos verificados na Avaliação da Conformidade de um ou mais tipos de produto para telecomunicações, nos termos do art. 22 do Regulamento para Avaliação da Conformidade e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 715, de 23 de outubro de 2019;

CONSIDERANDO a Guilhotina Regulatória implementada pela Resolução Anatel nº 752, de 22 de junho de 2022; e

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.289093/2022-51;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade de Interface Usuário – Rede e de Terminais do Serviço Telefônico Fixo Comutado, na forma do anexo a este Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no boletim de serviços eletrônico da Anatel.


logotipo

Documento assinado eletronicamente por Vinicius Oliveira Caram Guimarães, Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação, em 06/07/2022, às 18:16, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 23, inciso II, da Portaria nº 912/2017 da Anatel.


QRCode Assinatura

A autenticidade deste documento pode ser conferida em http://www.anatel.gov.br/autenticidade, informando o código verificador 8766029 e o código CRC 7FEA2572.



  

ANEXO AO Ato nº 9728, de 06 de julho de 2022

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE INTERFACE USUÁRIO – REDE E DE TERMINAIS DO SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO

OBJETIVO

Estes requisitos técnicos estabelecem as características técnicas, funcionais e de sinalização entre os terminais e a rede de telecomunicações de suporte ao Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC, destinado ao uso do público em geral, utilizando processos de telefonia, para as combinações possíveis em ambiente analógico ou digital.

Estes requisitos técnicos também estabelecem as características técnicas, funcionais, de construção e sinalização dos terminais para uso no STFC, bem como os requisitos necessários à sua avaliação da conformidade e os correspondentes procedimentos de ensaios.

DISPOSIÇÕES GERAIS

As interfaces descritas neste documento são aquelas destinadas a interligar, com a rede de suporte ao STFC, os terminais que possuem:

interfaces analógicas para terminal de voz com sinalização decádica ou DTMF, terminal de dados com transmissão na faixa de voz e terminal de identificação do acesso chamador;

interfaces digitais para terminal de dados com acesso a 64 kbit/s.

Os terminais devem atender integralmente às especificações contidas neste documento como condição necessária à sua avaliação da conformidade e integração ao STFC.

Para fins deste documento, aplicam-se as referências normativas mencionadas em seu teor ou documentos que as substituírem.

DEFINIÇÕES, SÍMBOLOS E ABREVIATURAS

Para fins deste documento são adotadas as seguintes definições:

Codificação 2B1Q: denominação da codificação de linha 2 BINÁRIO 1 QUATERNÁRIO, com modulação por amplitude de pulso (PAM) com quatro níveis, sem redundância;

Critério de ruído: critério de ponderação para medição de ruído ambiente, conforme ISO/IEC 226;

DTMF (Dual Tone Multi-frequency): sinalização multi-frequencial baseada em um par de tons;

Equipamento de comunicação de dados (ECD): equipamento que se destina a prover todas as funções necessárias para estabelecer, manter e liberar uma conexão, proceder ao ajuste e codificação do sinal, entre a interface do terminal de dados e a linha telefônica;

Equipamento terminal de dados (ETD): equipamento formado por um gerador e/ou receptor de dados;

Faixa de frequência de voz: faixa de frequência compreendida entre 300 Hz e 3400 Hz;

Identificação do acesso chamador: informação enviada, pela central de comutação de destino, para o assinante chamado através de sinalização DTMF, correspondente à identificação da categoria e do código de acesso do chamador;

Margem de ruído: nível de ganho ou atenuação imposta ao nível do ruído nominal;

Posição LRGP: posição que o monofone do terminal de voz deve assumir para a realização dos ensaios eletroacústicos, conforme o Anexo C da recomendação ITU-T P.64;

Ponto de referência da boca: ponto situado 25 mm à frente dos lábios no eixo horizontal que passa através do centro da abertura da boca, conforme a Figura A1 da recomendação ITU-T P.64;

Padrão de teste 511: sequência de bits pseudo-aleatória de comprimento 29-1 que corresponde a 511 bits, conforme recomendação ITU-T O.150;

Terminal: equipamento ou aparelho que possibilita o acesso do usuário ao STFC;

Transmissão duplex: transmissão de dados que ocorre simultaneamente nos dois sentidos.

Para fins deste documento são adotados os símbolos indicados na Figura 1.

 

Figura 1 - Símbolos

 

Para fins deste documento são adotadas as seguintes abreviaturas:

BAL: balanceamento longitudinal;

dBm: decibel relativo a 1 mW;

dBmp: dBm medido com ponderação psofométrica , conforme disposto na recomendação ITU-T O.41;

dB Pa: decibel relativo a 1 Pascal (Pa);

dB Pa(A): decibel relativo a 1 Pascal medido com ponderação A, conforme disposto na norma IEC-123;

dB SPL: decibel relativo a 20 µPa;

dB SPL(A): decibel relativo a 20 µPa medido com ponderação A, conforme disposto na norma IEC-123;

dB V: decibel relativo a 1 V;

LRGP: Loudness Rating Guard-Ring Position;

PRB: Ponto de referência da boca;

Rf: Resistor variável utilizado para limitar a corrente de enlace;

Vbat: Tensão da bateria da central;

Vef: Volts eficaz (rms).

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA INTERFACE USUÁRIO – REDE PARA ACESSO ANALÓGICO AO STFC

Especificações gerais

A rede de suporte ao STFC deve proporcionar a todos os terminais a possibilidade de receber e de originar chamadas, e estar equipada para receber e tratar tanto sinalização decádica como sinalização multifrequencial.

Quando um terminal do STFC possuir a facilidade de identificação do acesso chamador, a rede de suporte ao STFC deve ser capaz de prover o envio, através de sinalização DTMF, da identificação do terminal chamador ao terminal chamado.

A identificação do acesso chamador não deve ser enviada ao acesso chamado, quando o usuário do acesso chamador possuir a facilidade de Restrição da Identidade do Assinante Chamador.

Sinalização para usuário

A sinalização enviada para o usuário deve apresentar as características dispostas na Tabela 1.

 

Tabela 1 – Sinalização para Usuário

Tipo do sinal

Forma visual (mensagem escrita)

Forma audível

Presença

Ausência

Presença

Ausência

Frequência

Discar

Discar

Contínuo

425 ± 25 Hz

Controle de chamada

Chamando

1000 ± 100 ms

4000 ± 400 ms

1000 ± 100 ms

4000 ± 400 ms

425 ± 25 Hz

Ocupado

Ocupado

250 ± 25 ms

250 ± 25 ms

250 ± 25 ms

250 ± 25 ms

425 ± 25 Hz

Rede inacessível

Indisponível

500 ± 50 ms

500 ± 50 ms

500 ± 50 ms

500 ± 50 ms

425 ± 25 Hz

Código inacessível

Inacessível

250 ± 25 ms

250 ± 25 ms

750 ± 25 ms

250 ± 25 ms

425 ± 25 Hz

 

A sinalização de chamada enviada para o terminal do usuário deve apresentar as seguintes características:

tensão senoidal de 70 Vef a 90 Vef sobreposta à tensão de alimentação, com distorção máxima de 15%;

frequência variando de 15 Hz a 30 Hz, com período de envio de sinalização de 1000 ± 100 ms, seguido de período de silêncio de 4000 ± 400 ms;

tempo de apresentação do sinal de chamada deve ser de pelo menos 60 segundos, contados do início de sua apresentação para o usuário.

Sinalização usuário – rede

A sinalização multifrequencial, presente na interface usuário – rede deve apresentar as características especificadas nas tabelas 2 e 3.

 

Tabela 2 – Sinalização multifrequencial – sentido usuário para rede

Frequência dos sinais

Gr. baixo

697, 770, 852, 941 Hz

 

Gr. alto

1209, 1336, 1477, 1633 Hz

 

Programa de sinalização

 

1209

1336

1477

1633

(1)

697

1

2

3

A

770

4

5

6

B

852

7

8

9

C

941

*

0

#

D

Tolerância das frequências

± 1,5 %

 

Nível de potência das frequências

Gr. alto

(acima de 1 kHz)

-8 dBm ± 3 dB

(2)

Gr. baixo

(abaixo de 1 kHz)

-10 dBm ± 3 dB

Duração do sinal

≥ 50 ms

 

Duração da pausa

≥ 50 ms

 

Velocidade de sinalização

Mínimo 120 ms / Dígito

 

Observações:

(1) A frequência de 1633 Hz é considerada reserva;

(2) As frequências do grupo alto devem ser emitidas com um nível (2 ± 1) dB acima do nível das frequências do grupo baixo.

 

 

 

Tabela 3 – Sinalização multifrequencial – sentido rede para usuário

Frequência dos sinais

Gr. baixo

697, 770, 852, 941 Hz

Gr. alto

1209, 1336, 1477, 1633 Hz

Programa de sinalização

 

1209

1336

1477

1633

697

1

2

3

A

770

4

5

6

B

852

7

8

9

C

941

*

0

#

D

Tolerância das frequências

± 1,5 %

Nível de potência das frequências

Gr. alto

(acima de 1 kHz)

-8 dBm ± 3 dB

Gr. baixo

(abaixo de 1 kHz)

-10 dBm ± 3 dB

Tempo de envio e intervalo do sinal (par de frequências na linha)

Duração do sinal: 70 ms ± 20%

Intervalo entre sinais: 70 ms ± 20%

Rejeição do sinal

O terminal de usuário deve rejeitar os sinais com duração ≤ 10 ms

 

A sinalização decádica, presente na interface usuário – rede é gerada pelo terminal do usuário e deve apresentar as características especificadas na Tabela 4.

 

Tabela 4 – Sinalização decádica

Frequência

10 ± 1 Pulsos por segundos

Relação entre tempos de abertura/fechamento nominal

2:1

Tempo individual de abertura (Ta)

58 ms ≤ Ta ≤ 77 ms

Tempo individual de fechamento (Tf)

28 ms ≤ Tf ≤ 40 ms

Pausa interdigital (Pi)

700 ms ≤ Pi ≤ 1300 ms

Corrente durante a abertura do enlace

≤ 1 mA

 

A rede de suporte do STFC deve atender às seguintes características de tempo para reconhecimento do evento retomada do sinal de discar ou marcar:

T ≤ 140 ms, não deve reconhecer o evento;

140 ms < T < 220 ms, pode ou não reconhecer o evento;

220 ms ≤ T ≤ 320 ms, deve reconhecer o evento;

320 < T ≤ 500 ms, pode ou não reconhecer o evento;

T > 500 ms, não deve reconhecer o evento.

O evento fechamento do enlace terminal deve ou não ser reconhecido quando uma transição de enlace aberto para enlace fechado estiver compreendida nos seguintes intervalos de tempo:

T ≤ 16 ms, não deve reconhecer o evento;

16 ms < T ≤ 160 ms, pode ou não reconhecer o evento;

T > 160 ms, deve reconhecer o evento.

O evento abertura do enlace terminal deve ou não ser reconhecido quando uma transição de enlace fechado para enlace aberto estiver compreendida nos seguintes intervalos de tempo:

T < 320 ms, não deve reconhecer o evento;

320 ms ≤ T ≤ 500 ms, pode ou não reconhecer o evento;

T > 500 ms, deve reconhecer o evento.

Alimentação dos terminais

A prestadora do STFC deve prover a alimentação para funcionamento dos terminais, considerando-se também a alternativa de fornecimento da alimentação pelo ambiente do usuário.

A tensão de alimentação fornecida pela rede de suporte ao STFC para os terminais que dela necessitem para o seu funcionamento deve ser de (-48 ± 4) Vcc fornecida através de ponte de alimentação de 2 x (170 a 300 Ohm).

A tensão de alimentação fornecida pelo ambiente do usuário deve atender a uma das seguintes opções:

tensão de -48 Vcc ± 25%, com o positivo aterrado;

tensão de 110/127 Vac ou 220 Vac ± 15%, 60Hz ± 5%.

A alimentação dos terminais conectados ao STFC através de sistemas de acesso fixo sem fio deve ser fornecida diretamente pela estação terminal de acesso (ETA), considerando as disposições estabelecidas nos parágrafos anteriores.

A tensão total na linha telefônica, entre os fios a e b, incluindo a tensão de alimentação e a tensão de sinalização de chamada não deve exceder 180 V de pico;

A corrente de enlace fechado deve ser igual ou superior a 20 mA, para uma linha de assinante de 3 km, com condutor de 0,40 mm de diâmetro, resistência de 280 Ohm/km e capacitância de 50 nF/km.

Atendimento a deficientes auditivos parciais

Os terminais de voz para deficientes auditivos parciais, devem ser equipados com dispositivos que permitam o uso do terminal de voz por usuário que utilize dispositivos auxiliares de audição, em conformidade com os requisitos técnicos estabelecidos no item 7.4.1 deste documento.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA INTERFACE USUÁRIO – REDE PARA ACESSO DIGITAL AO STFC

Especificações gerais

A rede de suporte do STFC deve proporcionar a todos os terminais a possibilidade de receber e de originar chamadas.

Sinalização de linha

O sinal de linha na interface usuário – rede deve ser do tipo 2B1Q, conforme especificado na norma ANSI T1.601, para operação duplex a 2 fios.

A sinalização presente na interface usuário – rede é enviada através de um canal de sinalização de 16 kbit/s em conformidade com a recomendação ITU-T Q.921.

Alimentação dos terminais

A alimentação dos terminais que se utilizam da interface usuário – rede para acesso digital ao STFC deve atender ao disposto no 4.4.1.2.

REQUISITOS COMUNS A TODOS OS TERMINAIS COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

Requisitos gerais

Além dos requisitos dispostos a seguir, devem ser observados os requisitos estabelecidos no item 4 e subitens para efeito de avaliação da conformidade.

Requisitos de conexão

Os terminais devem se interligar ao STFC através de um conector fêmea miniatura de 6 posições, conforme especificado no documento “FCC 47, § 68.500 clause (b)”, ou através de um conector macho miniatura de 6 posições, conforme especificado no documento FCC 47, § 68.500 clause (a).

Os terminais do conector devem seguir a disposição mostrada na Tabela 5.

 

Tabela 5 – Terminais do conector

Número do contato

Função

1

 

2

 

3

Conexão à linha

4

Conexão à linha

5

 

6

 

 

Os terminais que não tenham conector do tipo descrito neste item devem ser fornecidos com cabo adaptador que possibilite a realização da conversão da sua interface de saída para a especificada neste item.

Requisitos de sinalização

A sinalização decádica emitida pelo terminal deve ser composta de um trem de pulsos que interrompa a corrente circulante na linha telefônica, em um número de vezes igual ao dígito acionado, sendo que o dígito zero corresponde a 10 pulsos.

As características do sinal devem satisfazer a Tabela 4, sendo que para terminal de voz, o nível médio na cápsula receptora durante o envio do trem de pulsos, deve ser audível.

A sinalização multifrequencial emitida pelo terminal deve ser composta de um par de frequências emitidas simultaneamente de acordo com a Tabela 2 e com as seguintes características adicionais:

para terminal de voz, os sinais de sinalização multifrequencial enviados para a linha devem ser audíveis através da cápsula receptora;

para terminal de voz, a atenuação do sinal de voz na linha proveniente da cápsula emissora durante o envio da sinalização multifrequencial deve ser maior ou igual a 40 dB;

o nível de potência total das componentes espúrias medidas na faixa de 300 Hz a 3400 Hz deve ser 20 dB inferior ao nível de potência da frequência fundamental do grupo baixo do sinal;

o nível de qualquer frequência individual não desejada, medida numa largura de faixa de 100 Hz, não deve exceder na faixa de 300 Hz a 3400 Hz a -33 dBm.

Requisitos elétricos

O terminal deve operar corretamente quando alimentado pela linha telefônica conforme especificado no item 4.4.1, independentemente da polaridade da linha, e com linhas de até 840 Ohm de resistência de enlace.

O terminal deve atender os seguintes limites de resistência em corrente contínua:

com o enlace fechado, a resistência deve ser menor ou igual a 400 Ohm medida na condição de corrente de enlace de 20 mA e na máxima corrente de enlace possível. Este item não é aplicável ao terminal que tenha a função exclusiva de identificar o acesso chamador;

com o enlace aberto, a resistência deve ser maior ou igual a 0,1 MOhm quando o terminal for alimentado com tensão de 48 V.

Na condição de enlace aberto, o terminal deve atender os seguintes limites de impedância:

quando submetido a uma tensão senoidal de 70 Vef e frequência de 25 Hz superposta a 48 V, o módulo da impedância deve ser maior ou igual a 4 kOhm;

na faixa de frequência de 300 Hz a 3400 Hz, o módulo da impedância deve ser maior ou igual a 10 kOhm, medido com tensão de 0,388 Vef (-6 dBm em 600 Ohm).

O balanceamento longitudinal do terminal, nas condições de enlace aberto e fechado, deve ser maior ou igual a:

para terminal de dados:

46 dB na faixa de 60 Hz a 600 Hz;

52 dB na faixa de 600 Hz a 3400 Hz.

para todo terminal, exceto de dados:

40 dB na faixa de 60 Hz a 600 Hz;

46 dB na faixa de 600 Hz a 3400 Hz.

A perda de retorno do terminal, em relação a 600 Ohm na faixa de 300 Hz a 3400 Hz, medida com tensão de 0,388 Vef (-6 dBm em relação a 600 Ohm) com corrente de enlace variando entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível deve ser maior ou igual a:

16 dB para terminal de dados;

14 dB para os demais terminais:.

Parágrafo único. Este item não é aplicável ao terminal que tenha função exclusiva de identificar o acesso chamador.

O Ruído Psofométrico produzido pelo terminal, nas condições de enlace aberto e fechado, sem transmitir sinal, deve ser menor ou igual a:

-64 dBmp para terminal de voz e identificador do assinante chamador;

-70 dBmp para terminal de dados.

O terminal deve atender aos requisitos técnicos de compatibilidade eletromagnética para a avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.

Os requisitos de emissão de perturbações eletromagnéticas não se aplicam aos telefones de assinante.

O terminal deve atender aos requisitos técnicos de segurança elétrica para avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.

REQUISITOS ESPECÍFICOS DOS TERMINAIS DE VOZ​ COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

Requisitos de sinalização

O aviso sonoro para o terminal de voz deve ser acionado quando este for submetido a um sinal de chamada conforme especificado no item 4.2.2 para linhas de 0 a 3 km com até 4 terminais conectados à linha do assinante.

O pulso da facilidade de retomada do sinal de discar ou marcar, quando existente, deve corresponder a uma abertura de enlace por um período de 270 ± 50 ms. Durante a abertura do enlace, a corrente circulante deve ser menor ou igual a 1 mA.

Requisitos eletroacústicos

As características eletroacústicas do terminal de voz devem ser atendidas quando este é alimentado com fonte de alimentação de 48 V, ponte de 2x250 Ohm, 2 x indutores de valor maior ou igual a 5 H, e linha de assinante com condutor de 0,40 mm de diâmetro (280 Ohm/km, 50 nF/km).

O terminal de voz deve atender às seguintes características de Índice de Sonoridade:

o Índice de Sonoridade de Emissão deve estar entre +3 dB e +14 dB, para linha de comprimento entre 0 km e 3 km:

o Índice de Sonoridade de Recepção deve estar entre -10 dB e +1 dB, para linha de comprimento entre 0 km e 3 km:

o Índice de Sonoridade de Efeito Local de Mascaramento deve ser maior ou igual a +7 dB, para comprimento de linha de 0 km e 3 km.

O terminal de voz deve atender às seguintes características de resposta em frequência, para linha de assinante de 0 km:

a curva de resposta em frequência de emissão deve se enquadrar dentro dos limites da Figura 2.

 

Figura 2 - Curva de resposta em frequência de emissão

 

a curva de resposta em frequência de recepção deve se enquadrar dentro dos limites da Figura 3 medida com ouvido artificial especificado na norma IEC-318.

 

Figura 3 - Curva de resposta em frequência de recepção

 

A distorção harmônica total, medida para frequências fundamentais na faixa de 300 Hz a 3400 Hz com linha de 3 km, deve estar:

na emissão, pelo menos 25 dB abaixo do nível da componente fundamental, medida nos terminais do terminal de voz, com estímulo acústico de -4,7 dB Pa no ponto de referência da boca;

na recepção, pelo menos 30 dB abaixo do nível da componente fundamental, com estímulo elétrico de -18 dB V nos terminais do terminal de voz.

O terminal de voz deve atender às seguintes características de ruído:

a potência de ruído de emissão, medida nos terminais do terminal de voz, com o monofone fora do gancho e sem sinal acústico proveniente da cápsula emissora, deve ser menor ou igual a -64 dBmp quando medida com corrente de enlace variando entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível;

a potência de ruído de recepção, medida com um ouvido artificial acoplado à cápsula de recepção, com o monofone fora do gancho e sem sinal acústico proveniente da cápsula emissora, deve ser menor ou igual a -49 dB Pa(A) quando medida com corrente de enlace variando entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível.

O terminal de voz deve atender às seguintes características de linearidade:

para um estímulo acústico de -4,7 dB Pa, no ponto de referência da boca, com variação de ±10 dB, a resposta elétrica deve variar na mesma proporção (±10 dB), com tolerância de ±1 dB para a média e ±1,5 dB para medição em frequências individuais na faixa de 300 Hz a 3400 Hz;

para um estímulo elétrico de -18 dB V nos terminais do terminal de voz, com variação de ±10 dB, a resposta acústica deve variar na mesma proporção (±10 dB), com tolerância de ±1 dB para a média e ±1,5 dB para medição em frequências individuais na faixa de 300 Hz a 3400 Hz.

O nível de intensidade sonora produzido pelo aviso sonoro do terminal de voz, quando submetido a um sinal de 70 Vef e 25 Hz, deve ser maior ou igual a 70 dB SPL(A), medido a um metro do terminal de voz.

Requisitos funcionais

O terminal de voz deve possibilitar o ajuste contínuo, ou com pelo menos 2 níveis distintos, do nível de intensidade sonora gerado pelo aviso sonoro.

O terminal de voz deve possibilitar sinalização de linha decádica ou multifrequencial especificadas no item 6.3.

O terminal de voz deve possuir teclado com a disposição física das teclas conforme a Figura 4.

 

Figura 4 - Disposição física das teclas

 

a tecla do dígito 5 deve ter características que possibilitem facilmente a sua identificação por deficientes visuais;

quando existirem teclas de funções suplementares, estas podem ser dispostas livremente.

Terminais de voz podem possuir teclados com disposição física das teclas diferente da estabelecida no caput, desde que atendam ao inciso I e as teclas numéricas estejam dispostas de forma sequencial e uniforme possibilitando a sua identificação por deficientes visuais a partir da tecla 5.

Terminais de voz que utilizem tecnologia de tela sensível ao toque estão dispensados da obrigação estabelecida neste artigo.

Requisitos para terminais de voz para usuários com deficiência auditiva parcial

Além dos requisitos especificados nos itens 6.1 ao 7.3.3 deste documento, os terminais de voz que permitem acoplamento indutivo da cápsula receptora com dispositivos auxiliares de audição devem atender ao disposto no item 5 da norma ETSI ETS 300 381 quanto à intensidade de campo magnético, linearidade do campo magnético com o nível de pressão sonora e resposta de frequência do campo magnético.

REQUISITOS ESPECÍFICOS DOS TERMINAIS DE DADOS​ COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

Requisitos de sinalização

O terminal de dados deve reconhecer a presença do sinal de discar ou marcar emitido pela central com as seguintes características:

frequência de acordo com a Tabela 1;

nível de -5 dBm a -25 dBm medido em regime de emissão contínua sobre uma impedância de 600 Ohm.

O terminal de dados deve reconhecer a presença do sinal de ocupado emitido pela central com as seguintes características:

temporização e frequência de acordo com a Tabela 1;

nível de -5 dBm a -25 dBm medido sobre uma impedância de 600 Ohm.

O equipamento de comunicação de dados deve reconhecer um sinal de chamada com as características definidas no item 4.2.2 para linhas de 0 a 3 km com até 4 terminais conectados à linha do assinante.

Requisitos elétricos

O nível máximo de potência do sinal transmitido pelo terminal de dados deve ser de -6 dBm medido sobre uma carga de 600 Ohm na faixa de 300 Hz a 3400 Hz.

Sendo P o nível da potência do sinal transmitido pelo terminal de dados na faixa de 300 a 3400 Hz, a potência do sinal fora desta faixa não deve exceder os seguintes limites:

(P-20) dBm de 4 kHz a 8 kHz (espúrio individual);

(P-40) dBm de 8 kHz a 12 kHz (espúrio individual);

(P-60) dBm de 12 kHz a 150 kHz, medida em qualquer banda de 4 kHz.

Para o terminal de dados que possua uma saída auxiliar para terminal de voz, o balanceamento longitudinal, medido nos terminais da linha, deve atender aos níveis especificados no item 6.4.4 quando o terminal conectado à saída auxiliar estiver com o enlace fechado.

Requisitos de desempenho

O desempenho do terminal de dados deve ser avaliado nas seguintes condições:

a taxa de erro medida nos ensaios deve ser menor que 1x10-6;

o terminal de dados deve ser testado na modulação que permita a operação na maior taxa de transmissão possível;

a duração dos ensaios de taxa de erro deve ser limitada no tempo para o envio de 10 milhões de bits ou em 15 minutos, o que for menor.

O terminal de dados deve interoperar com outros equipamentos análogos existentes mantendo o desempenho acima especificado.

Para o terminal de dados que opere como aparelho de fac-símile, o desempenho deve ser avaliado através da transmissão e da recepção de folhas padrão de teste especificadas na recomendação ITU-T T.22.

O aparelho de fac-símile deve interoperar com outros equipamentos análogos existentes mantendo o desempenho acima especificado.

Requisitos funcionais

O terminal de dados deve atender aos comandos AT, estabelecidos pela recomendação ITU-T V.250.

O terminal de dados deve possibilitar sinalização de linha decádica ou multifrequencial especificadas no item 6.3.

O terminal de dados deve permitir a monitoração auditiva com possibilidade de inibição dos sinais presentes na linha telefônica a partir do fechamento do enlace.

São considerados os sinais presentes na linha: o sinal de ocupado, a sinalização decádica e a sinalização multifrequencial.

O terminal de dados de uso externo deve possuir, no mínimo, indicação visual de alimentação, sinal de linha, transmissão de dados e recepção de dados.

O terminal de dados deve permitir a realização dos seguintes laços de teste:

LAL – Laço Analógico Local;

LDL – Laço Digital Local;

LDR – Laço Digital Remoto.

O terminal de dados que opere com protocolos de comunicação padronizados por Recomendações ITU-T deve satisfazer os requisitos destas Recomendações.

REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA TERMINAL IDENTIFICADOR DO ACESSO CHAMADOR​​​ COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

O terminal que possua a função de identificação do acesso chamador por meio de sinais multifrequenciais (DTMF), deve operar de acordo com as seguintes características de sinalização:

a identificação do acesso chamador será feita conforme a Tabela 3;

o terminal deve identificar corretamente sinais com nível de potência na faixa de -3 a -25 dBm (medido sobre uma impedância de 600 Ohm);

o terminal não deve identificar sinais com nível de potência inferior a -50 dBm (medido sobre uma impedância de 600 Ohm);

o terminal deve operar de acordo com sequência de sinais DTMF definida na Tabela 6;

 

Tabela 6 – Sequência de sinais DTMF

Sinal recebido

Descrição

A

Dígito indicador de início

Categoria do assinante

Dígito Indicador de categoria do assinante chamador (ver Figura 4)

Dígitos de 0 a 9

Dígitos correspondentes ao número do assinante chamador

C

Dígito indicador de final

Corrente de Toque

 

 

o terminal deve reconhecer a categoria do acesso chamador de acordo com a Tabela 7.

 

Tabela 7 – Categorias do assinante chamador

Dígito mostrado

Categoria do assinante chamador

1

Assinante comum

2

Assinante com tarifação especial

3

Equipamento de manutenção

4

Telefone público local

5

Telefonista

6

Equipamento de comunicação de dados

7

Telefone público interurbano

8

Chamada a cobrar

9

Chamada de origem internacional

 

REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA TERMINAIS INTERLIGADOS AO STFC ATRAVÉS DE SISTEMAS DE ACESSO FIXO SEM FIO COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

São aplicáveis todos os requisitos especificados do item 6.2.1 ao 8.4.6 deste documento.

Quando a estação terminal de acesso (ETA) e o terminal estiverem integrados em um mesmo equipamento, além de atender ao disposto no caput, são também aplicáveis os requisitos técnicos para avaliação da conformidade de estação terminal de acesso.

REQUISITOS PARA CERTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS COM INTERFACE DIGITAL COM O STFC

Requisitos de sinalização

O terminal de usuário, quando possuir interface de voz, deve aceitar pelo menos uma das seguintes sinalizações, enviadas através de aparelho telefônico conectado a interface de voz:

decádica, de acordo com a Tabela 4;

multifrequencial, de acordo com a Tabela 2.

Requisitos funcionais

Quando a velocidade do sinal de dados de usuário for inferior a 64 kbit/s, deve ser realizada a adaptação de velocidade, de acordo com o especificado na recomendação ITU-T V.110.

Quando o terminal de usuário prover uma interface de voz, o sinal de voz deve ser codificado de acordo com a lei A de codificação da recomendação ITU-T G.711.

O terminal de usuário deve permitir a operação de chamada/resposta tanto manual como automática de acordo com a recomendação ITU-T V.25. Deve ser possível a inibição da resposta automática através do painel frontal.

O sistema deve prover a realização dos seguintes laços de teste, conforme mostrados na Figura 5.

 

Figura 5 – Laços de teste

 

LAL – Laço Analógico Local;

LDL – Laço Digital Local;

LDR – Laço Digital Remoto.

Parágrafo único. Os laços de teste LAL e LDR devem ser executados através de comandos no painel do equipamento de central e o LDL através de comando no painel do terminal de usuário.

O terminal de usuário deve possuir, no mínimo, indicação visual de alimentação, sinal de linha, transmissão de dados e recepção de dados.

Requisitos elétricos da interface de linha

Todas as características especificadas neste item são medidas, ou têm como referência, a impedância de terminação de 135 Ohm resistivo na faixa de 0 a 160 kHz.

Quando o sinal consiste em um quadro de bits com palavra de alinhamento de quadro e símbolos de igual ocorrência nas demais posições, a potência média na linha deve ser menor que +14 dBm, medida na faixa de frequências 0 a 80 kHz.

O terminal de usuário deve ter uma componente de tensão rms longitudinal, medida em qualquer banda de 4 kHz por um período médio de 1 segundo, menor do que -50 dB V na faixa de frequências de 100 Hz a 170 kHz e menor do que -80 dB V na faixa de frequências de 170 kHz a 200 kHz. Esta medida deve ser realizada sobre uma impedância composta por um resistor de 100 Ohm em série com um capacitor de 150 nF.

O balanceamento longitudinal deve estar de acordo com a Figura 6 e ser:

 

Figura 6 – balanceamento longitudinal

 

maior do que 55 dB para frequências entre 281,2 Hz e 40 kHz;

abaixo de 281,2 Hz e acima de 40 kHz deve apresentar queda de 20 dB/década.

A perda de retorno em relação à impedância de 135 Ohm, na faixa de frequências de 1 kHz a 200 kHz, deve estar dentro dos limites especificados na Figura 7 e ser:

 

Figura 7 – Perda de retorno

 

maior que 20 dB entre 10 kHz e 25 kHz;

abaixo de 10 kHz e acima de 25 kHz deve apresentar queda de 20 dB/década.

O limite superior da densidade espectral de potência do sinal deve estar dentro dos limites da Figura 8.

 

Figura 8 – Limite superior da densidade espectral de potência do sinal transmitido na interface

 

Requisitos de Desempenho

Os modems devem operar com uma taxa de erro (BER) menor ou igual a 1x10-7.

A taxa de erro especificada deve ser obtida quando o sistema operar em qualquer uma das configurações de linha mostradas nas figuras 9a, 9b, 9c e 9d.

 

Figura 9 – Configurações de linha

 

As características elétricas dos cabos que compõe as linhas especificadas no item 11.4.1 estão definidas na regulamentação para avaliação da conformidade de cabos telefônicos metálicos emitida pela Anatel.

O desempenho especificado deve ser obtido para cada uma das linhas apresentadas no item 11.4.1 com o terminal de usuário em avaliação, sujeito a ruído de paradiafonia e ruído metálico.

O ruído de paradiafonia deve apresentar as seguintes características:

a paradiafonia simulada deve ser introduzida no receptor do modem em teste. Esta é obtida a partir de uma fonte de ruído branco, conformada por um filtro gaussiano calibrado;

a fonte interferente é formatada em frequência e seu nível de potência ajustado de forma a simular a paradiafonia de 49 pares interferentes em um grupo de pares;

obtém-se a DEP da paradiafonia - Pnext - pela aplicação de um modelo simplificado da paradiafonia para a DEP dos 49 interferentes, cuja representação gráfica é mostrada na Figura 10;

 

Figura 10 - DEP para paradiafonia simulada para teste do sistema 2B1Q

 

a equação a seguir e a Figura 10 representam a DEP unilateralmente, obtendo-se a potência em watts por meio da integral de Pnext com relação à frequência, no intervalo de 0 a infinito;

Onde:

= frequência em Hz

fo = 80 kHz

k = (5/9)xVp2/R

Vp = 2,33 V

R = 135 Ohm

o modelo simplificado da paradiafonia apresenta atenuação constante de 15 dB/década e valor de atenuação de 57 dB em 80 kHz. Pnext tem nível significativo na faixa de 160 kHz a 320 kHz, e mesmo em frequências superiores. Todavia, um filtro limitador de faixa pode ser usado para limitar drasticamente a DEP nas frequências acima de 320 kHz;

a paradiafonia simulada dada pela equação apresenta dois termos, "A" e "B", onde:

“A” representa a diafonia de 49 sinais interferentes;

“B” é uma função de transferência de paradiafonia decrescente a 15 dB/década de frequência e com 57 dB de atenuação em 80 kHz.

para a linha indicada na Figura 9a, a margem de ruído injetado deve ser -6 dB. Para as linhas indicadas nas Figuras 9b e 9c, a margem de ruído deve ser 0 dB, e para a linha indicada na Figura 9d, a margem de ruído deve ser +6 dB.

O ruído de modo comum, simulando o ruído por indução de linhas de energia elétrica (frequência 60 Hz e suas harmônicas) a ser introduzido no receptor do modem, deve consistir na combinação de quaisquer duas harmônicas listadas na Tabela 8 no nível de potência indicado na própria tabela.

 

 

Tabela 8 – Potência do ruído de modo comum

Frequência [Hz]

Potência do tom [dBm em 135 W]

60

-47

180

-49

300

-59

420

-65

540

-70

660

-74

 

O terminal deve atender aos requisitos técnicos de compatibilidade eletromagnética para a avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.

Nos ensaios de resistibilidade, em substituição aos ensaios requeridos no documento citado no caput, devem ser realizados os ensaios requeridos pela recomendação ITU-T K.41.

O terminal deve atender aos requisitos técnicos de segurança elétrica para avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.

PROCEDIMENTOS DE ENSAIOS PARA CERTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS

Disposições gerais

Devem ser utilizados os procedimentos de ensaios apresentados a seguir, sendo facultado o uso de procedimentos alternativos desde que equivalentes aos especificados neste documento.

Condições de ensaio

Todas as medições devem ser realizadas em ambiente com temperatura entre 20°C e 28°C e umidade relativa do ar de 30% a 75%.

Ensaios para terminais com interface analógica com o STFC

Os ensaios devem ser realizados utilizando-se a ponte de alimentação mostrada na Figura 11. A linha artificial deve obedecer ao previsto na Figura 12, com a célula simulando uma linha telefônica de condutor de 0,40 mm de diâmetro, resistência de 280 Ohm/km e capacitância de 50 nF/km.