Boletim de Serviço Eletrônico em 27/12/2022

  

  

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES

  

Portaria Anatel nº 2521, de 21 de dezembro de 2022

   Aprova a Instrução de Fiscalização (IF) da metodologia de medição a ser adotada na coleta e no tratamento de dados obtidos por método de drive test do Serviço Móvel Pessoal (SMP), em atendimento aos Requisitos Metrológicos Regulatórios (RMR).

O GERENTE DE SUPORTE À FISCALIZAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 190, inciso I, do Regimento Interno da Anatel, aprovado pela Resolução nº 612, de 29 de abril de 2013, considerando as contribuições recebidas na Consulta Interna nº 33/2022 e o constante dos autos do processo nº 53500.046695/2022-15,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Instrução de Fiscalização da metodologia de medição a ser adotada na coleta e no tratamento de dados obtidos por método de drive-test da cobertura do Serviço Móvel Pessoal (SMP), na forma do Anexo a esta Portaria.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico.

 


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Documento assinado eletronicamente por Alexandre Ataíde Gonçalves Oliveira, Gerente de Suporte à Fiscalização, em 26/12/2022, às 16:17, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 23, inciso II, da Portaria nº 912/2017 da Anatel.


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ANEXO I

 

INSTRUÇÃO DE FISCALIZAÇÃO DA METODOLOGIA DE MEDIÇÃO A SER ADOTADA NA COLETA E NO TRATAMENTO DE DADOS OBTIDOS POR MÉTODO DE DRIVE TEST DO SERVIÇO MÓVEL PESSOAL (SMP)

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

 

Art. 1º A presente Instrução de Fiscalização (IF) estabelece a metodologia de medição a ser adotada na coleta e no tratamento de dados obtidos por método de drive test de Cobertura do Serviço Móvel Pessoal (SMP).

 

CAPÍTULO II

DAS DEFINIÇÕES

Art. 2º Para fins desta IF são adotadas as definições a seguir:

I - área urbana: representa a área interna ao perímetro urbano de uma cidade ou vila, definida por lei municipal;

II - área urbanizada: setor urbano situado em áreas legalmente definidas como urbanas, caracterizadas por construções, arruamentos e intensa ocupação humana; áreas afetadas por transformações decorrentes do desenvolvimento urbano;

III - Broadcast Channel (BCH): é o canal de transporte destinado a transmissão de informações essenciais;

IV - clutter: ambiente considerado no projeto da área de cobertura do SMP. São espécies de clutters o urbano, o suburbano, o rural, a vegetação densa, a água e as áreas abertas, dentre outros;

V - driver: arquivo que contém as funções a serem integradas a um sistema operacional para controlar um determinado periférico.

VI - E-UTRA Absolute Radio Frequency Channel Number (EARFCN): identificador único da frequência da portadora no LTE (4G);

VII - ferramenta de predição: ferramenta computacional usada para executar os cálculos estimados da área de cobertura dos sistemas móveis celulares;

VIII - Front End: no receptor do scanner é o circuito da entrada de cada antena;

IX - geoprocessamento: conjunto de técnicas usadas para coletar, processar, analisar e disponibilizar informações geograficamente referenciadas;

X - Long Term Evolution (LTE): é o padrão de redes celulares 4G (quarta geração) que consiste em um sistema de navegação por satélite que fornece a um aparelho receptor móvel a sua posição;

XI - plataforma de medidas (drive test): conjunto de recursos de hardware e software usados para coletar medidas de parâmetros da rede móvel (nível do sinal recebido, Bit Error Rate ­- BER, Block Error Rate ­- BLER, taxas de transmissão e mensagens da interface aérea, dentre outros), com o objetivo de avaliar a área de cobertura e o desempenho do sistema móvel, além de comparar qualidade entre redes concorrentes (benchmarking);

XII - polígono georreferenciado: polígono georreferenciado delimitando a área a ser coberta no município;

XIII - projeto de cobertura: projeto técnico elaborado a partir de informações de relevo, clutter, modelos de propagação (Okumura/Hata, COST­Hata, Dupla Rampa (Dual Slope), Egli, COST­WI etc.) e dos parâmetros técnicos de projeto, tais como frequências de operação, potência de transmissão, altura, ganho e tilt das antenas, perdas não relacionadas à propagação e nível mínimo de recepção, o qual é utilizado pela ferramenta de predição para estimar a área de cobertura do SMP;

XIV - query: solicitação de informações feita ao banco de dados;

XV - rota: percurso a ser seguido, em uma determinada localidade, quando da realização de medidas em campo utilizando a plataforma de drive test;

XVI - R&S ROMES: software de coleta de dados que permite conexão direta entre o Notebook e o Scanner, capaz de realizar medições diretas em redes GSM/EDGE, WCDMA/HSPA+ e LTE (com licenças previamente habilitadas);

XVII - TSMW: é o analisador de redes de rádio da Rohde&Schwarz utilizado para redes de comunicação sem fio;

XVIII - Universal Mobile Telecommunication System (UMTS): termo adotado para designar o padrão de  Geração que utiliza como tecnologia de acesso de rádio o WCDMA;

XIX - Wideband Code-Division Multiple Access (WCDMA): padrão de redes celulares 3G (terceira geração).

 

CAPÍTULO III

DOS REQUISITOS METROLÓGICOS

Art. 3º Os Requisitos Metrológicos Regulatórios (RMR) utilizados nesta IF foram estabelecidos com base no Edital de Licitação nº 1/2021-SOR/SPR/CD-Anatel.

Art. 4º Considerando que as referências regulatórias não estabelecem tolerâncias aplicáveis, adotar-se-á o valor medido como representação do valor verdadeiro, podendo incluir na determinação desse valor tratamentos e pós processamentos de acordo com esta IF.

§ 1º Para medições de potência recebida do sinal, será aceito um desvio máximo de ±3 (mais ou menos três) dB produzido pelo receptor utilizado, devendo ser aplicados fatores de correção para redução do erro caso o desvio identificado nos processos de comprovação metrológica dos receptores seja superior a este limite.

§ 2º Para medições de coordenadas geográficas, serão aceitos os resultados obtidos pelos processos de determinação do sistema GPS como produto de medidas tomadas a partir de, no mínimo, 4 (quatro) referências satelitais.

Art. 5º O Agente de Fiscalização que se utilizar desta IF deve possuir capacitação específica para executar a medição de drive test para o SMP ou demonstrar conhecimentos adquiridos em treinamentos realizados em atividades de campo supervisionadas por servidores previamente capacitados.

Parágrafo único. Os registros das competências dos servidores serão mantidos de acordo com práticas regulares da Anatel e aquelas estabelecidas pela Portaria Anatel nº 2158, de 08 de dezembro de 2021, que aprovou a IF sobre o Sistema de Gestão de Medição da Fiscalização.

Art. 6º Serão adotados os métodos de controle para prevenir resultados errôneos de medições e assegurar a pronta detecção de deficiências e ações corretivas em tempo oportuno, a seguir:

I - validação dos certificados de calibração, com registro de disponibilidade do equipamento calibrado para uso.

II - controle da qualidade das medições de GPS por meio do registro do quantitativo de satélites utilizado para cálculo e descarte de medições caso o quantitativo seja inferior ao limite estabelecido.

III - controle da velocidade máxima durante a execução das medições de drive test por meio das medições realizadas utilizando o sistema GPS.

Art. 7º Os resultados serão registrados de acordo com o indicado no Procedimento de Fiscalização (PF) para Verificação do Cumprimento dos Compromissos de Abrangência e da Área de Cobertura do Serviço Móvel Pessoal (SMP), aprovado pela Portaria Anatel nº 2453, de 6 de setembro de 2022, que incluirão o registro dos equipamentos utilizados.

§ 1º Os fatores de correção, caso aplicados, deverão ser indicados em conjunto com as medições.

§ 2º O resumo dos dados brutos será mantido em arquivo apenso ao processo em que se registra a atividade de fiscalização, ou em repositório próprio, contendo os dados essenciais para controle da qualidade das medições realizadas.

Art. 8º Os critérios para determinação da conformidade ou não da entidade fiscalizada estão definidos no PF para Verificação do Cumprimento dos Compromissos de Abrangência e da Área de Cobertura do Serviço Móvel Pessoal (SMP), aprovado pela Portaria Anatel nº 2453, de 6 de setembro de 2022.

 

CAPÍTULO IV

INSTALAÇÃO DO SCANNER R&S TSMW NO VEÍCULO

Art. 9º A instalação do Scanner deve utilizar fonte de alimentação do próprio equipamento juntamente com um inversor de no mínimo 300 W, preferencialmente do modelo HGX2K - 12V/220V ou equivalente.

Parágrafo único. Para as medições de campo (drive test) o veículo deverá respeitar o limite máximo de velocidade de até 80 km/h, para garantir a qualidade das medições.

Figura 1: esquema de instalação.

 

CAPÍTULO V

EFETUANDO MEDIÇÕES COM R&S ROMES

Art. 10. Para utilização do software ROMES apenas com o Scanner, torna-se necessária a retirada do equipamento da plataforma.

Art. 11. Após a montagem e instalação do equipamento no veículo, iniciar o software ROMES utilizando o ícone abaixo:

Figura 2: ícone de inicialização do ROMES.

Art. 12. O fabricante recomenda que a execução do software seja realizada com o perfil de administrador.

Figura 3: opção para iniciar o software ROMES como administrador.

Art. 13. Ao iniciar o software aparecerá a tela abaixo, com 3 (três) opções de inicialização do ROMES:

I - "Load Project" (carrega um projeto previamente salvo pelo usuário);

II - "Load Workspace" (carrega telas de monitoramento previamente salvas pelo usuário); e

III - "Start with empty View Areas" (Carrega uma configuração vazia no ROMES).

Figura 4: opções de inicialização do software ROMES.

Art. 14. Com o software ROMES já inicializado, aparecerá a tela abaixo, mostrando todos os dispositivos disponíveis no TSMW.

Figura 5: dispositivos disponíveis no TSMW.

Art. 15. O próximo passo é carregar os drivers para executar as medições. Isto é feito clicando em "Hardware > Add/Remove..." ou utilizando a tecla de atalho "Ctrl + H".

Figura 6: drivers disponíveis para as medições.

Art. 16. A opção "Network Scanner TSMW" mostra todos os drivers disponíveis para o modelo TSMW. Selecionar as opções necessárias para medições em cada tecnologia ("TSMW LTE / 4G", "TSMW GSM / 2G" e "TSMW WCDMA / 3G"), recomendando-se carregar a opção "TSMW Power RF Scanner" em todas as medições a serem realizadas em qualquer tecnologia, o que também habilitará o analisador de espectro do equipamento.

Figura 7: drivers disponíveis para o modelo TSMW.

Art. 17. Selecionar a opção "TSMW GPS" para carregar o driver de navegação.

Figura 8: seleção da opção TSMW GPS para o driver de navegação.

Art. 18. Os drivers "GPS" e "RF Power Scanner" devem ser obrigatoriamente carregados, devendo-se assegurar que todas as tecnologias a serem medidas estejam selecionadas para detecção nos Front Ends ("Rx 1" e "Rx2"), conforme detalhado na figura abaixo:

Figura 9: seleção das opções de drivers e de tecnologias.

Art. 19. Após a seleção dos drivers, realizar as configurações dos canais em cada tecnologia de medição.

Art. 20. Para a configuração de canais GSM, selecionar a opção "Hardware > GSM NWS" e seguir os próximos passos:

Figura 10: configuração de canais GSM.

I - selecionar no campo "Network" a banda que será medida;

II - no campo "Scanned Channels", inserir os canais a serem medidos;

III - no campo "Average Measurement Rate (Channels per second)", especificar a taxa de varredura dos canais GSM. Caso não haja orientação, adotar o valor padrão de 250 Hz;

IV - para selecionar o Front End na tecnologia GSM, acessar a opção "Frontend Selection" na aba "scanner"; e

Figura 11: seleção do Front End na tecnologia GSM.

V - selecionar o Front End desejado ("Rx1" ou "Rx2") e, para as situações nas quais o drive test da localidade envolva mais de uma tecnologia, selecionar um Front End para cada uma delas, clicando em seguida em "OK".

Figura 12: seleção do Front End.

Art. 21. Para a configuração de canais na tecnologia WCDMA, selecionar a opção "Hardware > UMTS PNS" e seguir os passos abaixo:

Figura 13: configuração de canais na tecnologia WCDMA.

I - selecionar o canal a ser medido no campo "UARFCN" e, no campo "BCH Demodulation", manter as opções padrões ("SIB Type 1" e "SIB Type 3"). Para adicionar outros canais, clicar no campo "Add";

Figura 14: seleção do canal a ser medido.

II - na sequência, configurar a taxa de varredura dos canais clicando no ícone" Advanced" e complementar com as informações abaixo:

a) em "Measurement Mode" selecionar "High Dynamic" para medições na área rural e "High Speed" para medições na área urbana; e

b) em "Measurement Rate", manter o valor padrão de 100 Hz.

Parágrafo único. Essas especificações são as recomendações padrões, podendo o demandante solicitar configurações diferentes conforme necessidades específicas.

Figura 15: configuração da taxa de varredura dos canais.

II - para selecionar o Front End na tecnologia WCDMA, acessar a opção "Frontend Selection" na aba "Scanner"; e

Figura 16: opção de seleção do Front End na tecnologia WCDMA.

II - selecionar o Front End desejado ("Rx 1" ou" Rx2"). Nas situações em que o drive test de determinada localidade envolva mais de uma tecnologia, selecionar um Front End para cada uma delas e em seguida clicar "ok".

Figura 17: seleção do Front End desejado.

Art. 22. Para a configuração de canais na tecnologia LTE, selecionar a opção "Hardware > LTE Scanner" e preencher conforme abaixo:

I - "EARFCN": inserir o número do canal a ser medido;

II - "BCH Demodulation": manter a configuração padrão (MIB; SIB 1; SIB 2);

III - desabilitar a opção "DSS";

IV - "Front End": selecionar o Front End que será utilizado na medida;

V - na opção "Advanced" selecionar "FDD WB High Speed";

VI - clicar "OK";

Figura 18: configuração de canais na tecnologia LTE.

VII - para a configuração do analisador de espectro, selecionar a opção "Hardware > RF Power Scan", da forma a seguir:

a) selecionar a opção da linha "1:" e clicar na opção "Edit";

Figura 19: configuração do analisador de espectro.

VIII - a tela abaixo apresenta os campos que devem ser configurados:

IX - "Sweep Name": inserir um nome de identificação;

X - "Start": inserir a frequência inicial;

a) "Stop": inserir a frequência final;

XI - "Frontend / User Frontend": Selecionar a Front End que realizará a varredura do espectro; e clicar em "OK".

Parágrafo único. Os demais campos não necessitam ser alterados.

XII - após a configuração dos drivers necessários para a execução das medições, o software ROMES irá gerar as abas conforme a figura abaixo.

Figura 20: abas do software ROMES.

Art. 23. Para a configuração e inclusão de mapas/rotas, deve-se:

I - selecionar a aba "Navigation";

II - clicar no ícone de configuração;

III - selecionar "Import > GeoData"; 

IV - selecionar o arquivo de rota e polígonos desejados (recomenda-se o formato "*.kml");

V - recomenda-se manter a opção "online" ativa, caso haja conexão com internet;

Figura 21: configuração e inclusão de mapas/rotas.

VI - na opção “Load Map” é possível carregar diversos formatos de mapas como "OpenStreetMap", "Google Maps", entre outros;

VII - na opção "Import", é possível carregar rotas e caminhos em formatos ".kml", ".tab", ".gpx" ou "kmz";

VIII - a execução e gravação das medidas no R&S ROMES são realizadas de forma independente. É possível, por exemplo, iniciar uma medida sem gravação; e

IX - para iniciar uma medição, seguir o caminho "Measurement > Start" ou teclar "F5".

Figura 22: iniciando uma medição.

Art. 24. As principais opções de gravação são:

I - "Start": inicia uma medida sem gravação;

II - "Start Rec.": inicia uma medição com gravação;

III - "Restart": reinicia uma medida sem gravação; e

IV - "Stop": para uma medida (com ou sem gravação).

Art. 25. Para configurar as telas de acompanhamento das medidas de forma automatizada, deve-se, durante o carregamento dos drivers de cada tecnologia, verificar se a opção “Generate View Areas Automatically” está habilitada:

Figura 23: configuração das telas de acompanhamento das medidas de forma automatizada.

Art. 26. Após a habilitação dos drivers, as telas de acompanhamento para cada tecnologia serão carregadas automaticamente pelo software, conforme figura abaixo:

Figura 24: tela de acompanhamento do LTE Scanner

Figura 25: tela de acompanhamento do RF Spectrum

Figura 26: tela de acompanhamento do UMTS Scanner

Art. 27. A função "Automatic Channel Detection (ACD)" permite de forma simples e rápida utilizar o Scanner para determinar quais portadoras (GSM, UMTS ou LTE) estão presentes em um determinado local de medição.

I - esta função se torna bastante útil quando não se conhece a canalização de frequência disponível pela operadora móvel em determinada localidade, possibilitando a confirmação do canal que se deseja medir, especialmente em se tratando de regiões de fronteira onde há ocupação do espectro por operadoras estrangeiras;

II - a forma mais simples de acessar a opção "ACD" no software ROMES é por meio da opção "Wizard":

a) na opção "Wizard (assistente)" não é necessário carregar nenhum driver do Scanner. O próprio assistente carregará automaticamente os drivers necessários para detecção automática dos canais, bastando clicar em "Hardware > Wizard > Automatic Channel Detection".

Figura 27: opção Wizard (assistente).

Figura 28: opção de carregamento de perfil pré-existente ou"Default-Profile"

III - carregar o perfil, caso exista um pré-existente, ou escolher "Default-Profile", e clicar em "Next";

Figura 29: conclusão do carregamento do perfil.

IV - na tela a seguir é possível escolher qual tecnologia (RATs) será verificada: GSM, UMTS ou LTE e, após a escolha, clicar em "Next";

Figura 30: escolha da tecnologia a ser utilizada.

V - na próxima tela, é possível selecionar se o usuário conhece as bandas padronizadas de cada tecnologia pelo 3GPP, ou prefere selecionar por faixa de frequências;

VI - para os casos de seleção de bandas padronizadas para UMTS (3G), deve-se selecionar as bandas "1 (2100 MHz)" e "5 (850 MHz)", utilizadas pelas operadoras brasileiras;

Figura 31: seleção de bandas para a tecnologia UMTS (3G).

VII - para os casos de seleção de bandas padronizadas para GSM (2G), deve-se selecionar as bandas utilizadas pelas operadoras brasileiras ("850 MHz"," 900 MHz", "1800 MHz" e "1900 MHz");

Figura 32: seleção de bandas para a tecnologia GSM (2G).

VIII - para os casos de seleção de bandas padronizadas para LTE (4G), deve-se selecionar as bandas "3 (1800 MHz)"," 7 (2600 MHz)" e "28 (700 MHz)", utilizadas pelas operadoras brasileiras;

Figura 33: seleção de bandas para a tecnologia LTE (4G).

IX - após selecionar as bandas, aparecerá resumo do que será medido e, uma vez confirmadas, clicar em "Finish";

Figura 34: conclusão da seleção de banda e da tecnologia.

X - na sequência o software ROMES carregará automaticamente todas as telas de visualização necessárias para verificação, conforme imagem abaixo:

Figura 35: tela de carregamento do software ROMES.

XI - para ativar o "Automatic Channel Detection (ACD)", deve-se clicar em "Measurement > Start";

XII - o processo de detecção automática irá varrer todos os canais disponíveis no momento, mostrando a tela abaixo:

Figura 36: tela de detecção automática de canais.

XIII - as informações são divididas por tecnologia/faixas de frequências.

Art. 28. Após as configurações descritas nos itens acima, efetuar os seguintes ajustes no software:

I - acessar a opção "Tools > Preference" e escolher a opção "Auto/Restart";

Figura 37: opção de "Auto/Restart".

II - recomenda-se habilitar a opção "Restart" com valor de "200 MB"; e

III - acessar a opção "File Handling" e deixar preferencialmente a opção de formato como "RSCMD".

Figura 38: opção "File Handling".

Art. 29. Após a realização das medidas no software ROMES, é possível extrair os arquivos em formato ".csv" por meio do pós processamento, utilizando os softwares NQDI e SQL Server, conforme a seguir:

I - após a execução do NQDI, inserir os arquivos brutos para o devido processamento, acessando o caminho "Data Management > Import Data", clicando no ícone abaixo:

Figura 39: seleção de arquivos brutos para processamento.

II - depois da seleção dos arquivos brutos de medições, clicar no ícone de processamento;

Figura 40: processamento do arquivo brutos.

III - após a conclusão do pós processamento, iniciar o "SQL Server Management Studio" (instalado na máquina do NQDI), clicar em "File > Open > File" e carregar a query desejada de acordo com a tecnologia (GSM, UMTS ou LTE), conforme mostrado a seguir:

Figura 41: carregando a query desejada de acordo com a tecnologia (GSM, UMTS ou LTE).

IV - com a query carregada no software, executar a consulta clicando em "F5" e, após esta ação, o SQL mostrará o resultado conforme figura abaixo:

Figura 42: resultado do processamento.

 

CAPÍTULO VI

EFETUANDO MEDIÇÕES COM O NEMO OUTDOOR

Art. 30. Conectar o scanner TSMW diretamente no notebook. Esta operação permite que o Scanner TSMW faça medições conectado diretamente ao notebook sem o uso do chassi do Nemo/Invex.

Parágrafo único. Este modo de operação pode ser utilizado em demandas de compromissos de abrangência e de cobertura, em que não são exigidos testes de voz e de dados.

Art. 31. Para adicionar o scanner TSMW diretamente ao notebook, conectar um cabo de rede entre o notebook e a porta LAN do scanner TSMW e seguir os passos abaixo:

I - verificar a configuração IP da placa de rede no notebook, conforme a seguir:

Figura 43: parâmetros para conexão do notebook com o scanner TSMW.

II - abrir o Nemo Outdoor;

Figura 44: ícone de abertura do software Nemo Outdoor.

III - criar inicialmente um “device configuration” apenas para medições utilizando o scanner conectado diretamente ao notebook;

Figura 45: configuração “device configuration”.

IV - fechar a tela de boas-vindas e clicar em "Home>Devices>Add>Scanner";

Figura 46: adicionando o "scanner".

V - selecionar "R&S TSMW" e clicar em "Next...";

Figura 47: selecão do scanner R&S TSMW.

VI - na sequência, aparecerá a tela abaixo:

Figura 48: tela de configuração de parâmetros de conexão.

VII - no campo “Port” selecionar "R&S LAN";

VIII - os parâmetros "Antenna gain" e "Cable loss" estão relacionados à antena e só serão necessários se forem utilizadas antenas externas. Para demandas específicas, as características técnicas do conjunto fornecido pelo fabricante podem ser informadas;

IX - após a inserção das informações, clicar em “Aplicar” e “OK”;

X - pode-se ainda salvar uma configuração de dispositivo para aplicação exclusiva só com o scanner, utilizando a opção "Home>Hardware Configuration>Save Device Configuration As..."; e

Figura 49: salvando a configuração.

XI - uma sugestão para nomear a configuração pode ser a opção “Scanner only”, por exemplo.

Figura 50: nomeando o arquivo.

Art. 32. Para adicionar o GPS ao scanner, conectado diretamente ao notebook, deverá ser utilizado o dispositivo de modelo Mighty Mouse III, da Tri-M e seguir os passos abaixo:

Figura 51: GPS utilizado.

Figura 52: entrada do GPS no scanner.

I - para o software Nemo Outdoor reconheça automaticamente a conexão de GPS diretamente do scanner TSMW, é preciso que a opção "Enable integrated GPS receiver" esteja habilitada na aba "Options>Measurement Options";

Figura 53: seleção de detecção automática do GPS conectado ao scanner.

II - alternativamente, pode-se usar a antena GPS USB Garmin incluída no kit da plataforma Nemo conectando a uma porta USB do notebook, caso em que o software Nemo Outdoor reconhecerá o dispositivo, como a seguir mostrado na guia "GPS Devices";

Figura 54: indicação de reconhecimento automático do GPS USB Garmin incluída no kit da plataforma Nemo.

III - para adicionar o dispositivo à configuração corrente, clicar com o botão direito do mouse em cima do nome do dispositivo e clicar em "Add selected device(s) to current configuration...";

Figura 55: adicionando dispositivo à configuração.

IV - clicar no botão "online";

Figura 56: ativando o dispositivo (online).

V - marcar a opção "Enable integrated GPS receiver" como "No" na aba "Options>Measurement Options".

Figura 57: opção de não habilitar "Enable integrated GPS receiver".

Art. 33. Após a correta execução das configurações, seguir o procedimento de configuração do scanner para realizar as medições, conforme orientações a seguir:

I - abrir o "Nemo Outdoor" e na tela de boas-vindas, carregar o “Device configuration” salvo anteriormente para utilização do scanner (Scanner Only ou similar) e clicar em “Start Devices";

Figura 58: carregando o arquivo salvo anteriormente.

II - ao carregar o "device configuration", aparecerá a tela a seguir:

Figura 59: tela após carregar o arquivo selecionado.

III - ao lado esquerdo da figura aparecerão as seguintes opções disponíveis de scanner:

a) - "Frequency ScanningGSM"; e

b) - "Pilot ScanningUMTS FDD / LTE".

IV - para medições  GSM (2G), na aba "Services" clicar no ícone de configuração da linha "GSM", conforme figura abaixo:

Figura 60: selecão de medições GSM (2G).

a) acessar a aba "Frequency scanning";

Figura 61: tela da aba "Frequency scanning".

b) - habilitar a opção “Enable frequency scanning”;

c) - "Measurement period (período de medição)" define o tempo em milissegundos da mediaba "Frequency scanning"ção e informação do resultado. Esse parâmetro será informado para cada tipo de demanda. Habilitar as opções "BSIC decoding", "BCCH C/I", "Cell information decoding" e "System information decoding";

d) - na opção "Scanner Front-end", selecionar o Front End que será utilizado na medição. Recomenda-se utilizar um Front End para cada tecnologia; e

e) - clicar em “Select Channels”.

Figura 62: seleção de canais GSM (2G).

V - selecionar os canais GSM a serem medidos, escolhendo os disponíveis para cada banda ou digitando manualmente o canal desejado; e

VI - após a seleção dos canais desejados, clicar em “OK”.

Art. 34. Para medições na tecnologia UMTS/WCDMA (3G), na aba "Services" clicar no ícone de configuração da linha "UMTS FDD", seguindo-se os passos abaixo:

I - acessar a aba "Pilot scanning";

Figura 63: seleção de medições na tecnologia UMTS/WCDMA (3G) .

II - habilitar a opção “Enable pilot scanning”, observando que:

a) - o parâmetro "limiar CPICH Ec/No" define o nível mínimo de "CPICH Ec/No" e que Pilotos com valores abaixo deste limiar não são reportados;

b) - o parâmetro "Measurement period (período de medição)" define o tempo em milissegundos da medição e a informação do parâmetro será informada para cada tipo de demanda;

c) - o parâmetro "Pilot measurement mode (modo de medição de pilotos)" define o modo de medição para varredura de pilotos. No modo "High speed (alta velocidade)", a velocidade de varredura será maior, porém, a sensibilidade será menor e os pilotos "fracos" podem não ser detectados. Já no modo High dynamic (alta amplitude) a velocidade de varredura é menor, porém, a sensibilidade será maior, devendo a opção deste parâmetro estar preferencialmente selecionada em High dynamics;

d) - na opção "Scanner front-end", selecionar o Front End que será utilizado na medição, recomendando-se utilizar um Front End para cada tecnologia; e

e) - habilitar as opções "Top-N", "Time of arrival", "Delay spread", "Missing neighbor detection", "Neighbor list decoding P-SCH", "SIR", "S-SCH" e "System information decoding".

III - clicar em “Select Channels”. Esta opção permite selecionar os canais UMTS/WCDMA para cada faixa de frequências (“Band”) a serem medidos, que são adicionados por meio da opção "add". Pode-se também adicionar o canal desejado, digitando o seu valor e clicando em "add". Após a seleção dos canais desejados, clicar em “OK”.

 

Figura 64: seleção de canais na tecnologia UMTS/WCDMA (3G).

Art. 35. Para medições na tecnologia LTE (4G), na aba "Services" clicar no ícone de configuração da linha "LTE", conforme figura abaixo:

Figura 65: seleção de medições na tecnologia LTE (4G).

I - acessar a aba "Pilot scanning";

Figura 66: tela de seleção da opção "Pilot scanning".

II - habilitar a opção “Enable pilot scanning”;

III - habilitar as opções "Top-N", "Cell information decoding", "CIN"R, "Time offset", "Delay spread", "Syng signal", "Reference signal" e "System information decoding"; e

IV - na opção "Scanner front-end", selecionar o Front End que será utilizado na medição. Recomenda-se utilizar um Front End para cada tecnologia;

V - clicar em “Select Channels”. Esta opção permite selecionar os canais LTE a serem medidos, escolhendo os disponíveis para cada banda ou digitando manualmente o canal desejado.

Figura 67: seleção de canais na tecnologia LTE (4G).

VI - após a seleção dos canais desejados, clicar em “OK”, conforme tela a seguir:

Figura 68: concluindo a configuração.

VII - os parâmetros “Channel style” e “Cyclic prefix” deverão estar configurados em "<Autodetect>".

Art. 36. Para configurar a função "Spectrum Scanning", seguir os passos abaixo:

I - clicar na opção de configuração do "Spectrum Scanning";

Figura 69: configuração da opção "Spectrum Scanning".

II - habilitar a opção "Enable spectrum scanning" e depois clicar em "Add..";

Figura 70: tela de habilitação da opção "Enable spectrum scanning".

III - especificar as configurações básicas como frequência inicial e final, resolução de banda, seleção de Front-end. Depois clicar em "Add to scanning list";

Figura 71: tela de configurações básicas.

IV - em seguida, clicar em "OK" novamente; e

Figura 72. Tela de conclusão da configuração

V - concluída a configuração e iniciada as medições por meio do ícone "Start", é possível visualizar o espectro por meio da aba "Parameters", opção "Scanning > Rx Level" e opção "Spectrum Graph" (click direito do mouse);

Figura 73: iniciando as medições.

Art. 37. Após a correta configuração das tecnologias a serem medidas, configurar as telas na área de trabalho em que será feito o acompanhamento das medições, conforme a seguir:

I - com a tela principal aberta, clicar com o botão direito na aba inferior em “Create New”;

Figura 74: criando nova aba de medição.

II - para a tecnologia GSM (2G), com a nova aba criada, selecionar no lado esquerdo da tela na aba “Parameters” a opção "Windows>GSM Scanning>GSM Scanning Results Rx level" e escolher a melhor visualização entre “Line Graph” ou “Bar Graph”;

Figura 75: visualização para a tecnologia GSM (2G).

III - para a tecnologia UMTS/WCDMA (3G), com a nova aba criada, selecionar no lado direito da tela na aba “Parameters” a opção "Windows>UMTS FDD Scanning >UMTS Scanning Results RSCP (CPICH)" e escolher a melhor visualização entre “Line Graph” ou “Bar Graph”;

Figura 76: visualização para a tecnologia UMTS/WCDMASM (3G).

IV - para a tecnologia LTE (4G), com a nova aba criada, selecionar no lado direito da tela na aba “Parameters” a opção "Windows>LTE Scanning >LTE Scanning Results RSRP" e escolher a melhor visualização entre “Line Graph” ou “Bar Graph”;

Figura 77: visualização para a tecnologia LTE (4G).

V - para criar as telas com o mapa da localidade e a rota de medição, com a nova aba criada, clicar com o botão direito em cima da tela e selecionar o caminho "Map>New>New MapXtreme";

Figura 78: criando telas com mapa da localidade.

VI - com o mapa carregado, pode-se inserir o arquivo de rotas pré-definido clicando na opção “Add Map Layer”;

Figura 79: adicionando o arquivo de rotas (add map layer).

Figura 80: tela de seleção do arquivo de rotas.

VII - opção “Add Map Layer" permite o carregamento de uma rota a ser percorrida durante a medição; e

VIII - o Nemo Outdoor permite apenas o carregamento de arquivos no formato “.tab”, portanto, é necessário que o arquivo de rota a ser utilizado já esteja convertido para este formato.

Art. 38. Após a correta configuração das tecnologias a serem medidas e das telas de acompanhamento, pode-se iniciar a gravação das medidas com o scanner clicando no botão de atalho no canto superior esquerdo da tela ou no caminho "Home>Recording>Start" ou apertando a tecla "F5".

Figura 81: seleção de início da gravação.

I - para encerrar a gravação das medições com o scanner, clicar no botão de atalho no canto superior esquerdo da tela ou no caminho "Home>Recording>Stop" ou apertando a tecla "F7";

Figura 82: interrupção da gravação.

II - quando a gravação é interrompida, o diálogo "Measurement Report" é exibido, conforme tela abaixo:

Figura 83: tela de relatos da gravação.

III - selecionar a opção "Save statistics to file" para salvar as estatísticas em um arquivo “.csv” do Excel, sendo que o nome do arquivo será o mesmo do arquivo de medição real e o arquivo fica localizado na pasta "Results";

IV - para salvar o arquivo de medição com outro nome, clicar no botão "Rename" e digitar um novo nome de arquivo no campo exibido e, para excluir o arquivo sem salvar, clicar no botão "Delete";

V - clicar no botão "Playback" para reproduzir imediatamente o arquivo de medição;

VI - para salvar o arquivo com o nome padrão, clicar em "Save"; e

VII - se pressionar "Esc" no teclado do computador, o arquivo de medição será salvo automaticamente na pasta "C:\Nemo Tools\Results".

Art. 39. Com a funcionalidade "Export Measurements" é possível exportar arquivos de medição do Nemo File Format para os formatos "MapInfo" ou “.csv”. Antes é necessário fechar todas as medições e selecionar "File | Export Measurements". Também é possível exportar medições individuais por meio do diálogo Measurement Report quando estiver finalizando as medições.

Art. 40. O diálogo "Export Measurements" é exibido conforme abaixo:

Figura 84: seleção da opção "Export Measurements" .

I - "Template" contém um conjunto predefinido de parâmetros e as regras de parâmetro para exportação;

Figura 85: parâmetro da tela "template".

II - para criar um modelo, selecionar "New" no campo "Template" e digitar um nome para o modelo;

III - em seguida, selecionar os parâmetros que serão exportados e definir as regras de parâmetros. Ao exportar os parâmetros, as definições serão salvas;

IV - o modelo salvo ficará disponível no campo "Template" da próxima vez que o diálogo "Export Measurements" for aberto; e

V - com os botões "Add Measurement" e "Add Folder", pode-se adicionar arquivos de medição individuais ou pastas inteiras que contém os arquivos de medição a serem exportados.

a) - "Export format" define o formato em que os arquivos serão armazenados e as opções são arquivo “MapInfo TAB” e “CSV”;

b) - "Export interval" define em qual taxa (em segundos) os valores dos parâmetros serão mostrados a partir dos dados de medição para exportação, sendo que ao selecionar "All", todos os dados serão exportados; e

c) - "Number of values per parameter" define o número máximo de valores exportados para os parâmetros que podem ter vários valores.

VI - por padrão, vários valores do mesmo parâmetro serão exportados para uma única coluna. Para criar uma coluna separada para cada valor, selecionar a opção "Separate values to columns";

VII - clicar no botão "Select Parameters" para definir quais os parâmetros que serão incluídos na exportação;

Figura 86: tela de seleção de parâmetros a serem exportados.

VIII - para medições utilizando somente o scanner os parâmetros mais utilizados são:

a) - para o GSM(2G): "GSM Scanning" (Base station identification code; Channel number; Rx Level; Scanned LAC; Scanned MCC; Scanned MNC; Scanned Cell Identification); e "Others>GPS" (Longitude; Latitude).

b) - para o UMTS/WCDMA(3G): "UMTS FDD Scanning" (RSCP (CPICH); Channel number; Scrambling Code (CPICH); Scanned LAC; Scanned MCC; Scanned MNC; Scanned Cell Identification); e "Others>GPS" (Longitude; Latitude).

c) para o LTE(4G): "LTE Scanning" (RSRP; Physical Cell Identity; Scanned LAC; Scanned MCC; Scanned MNC; Scanned Cell Identification); e "Others>GPS" (Longitude; Latitude).

Parágrafo único. Quando estiverem selecionados todos os parâmetros a serem exportados, clicar em "OK".

Art. 41. Para acompanhamento das medições no Nemo Outdoor, utilizar a opção “Parameters”, no lado direito da tela principal.

Figura 87: tela de seleção do terminal e do parâmetro a ser acompanhado

I - o mesmo parâmetro pode ser aberto para múltiplos dispositivos ao mesmo tempo e os parâmetros podem ser visualizados em diferentes janelas, devendo o usuário primeiro selecionar o dispositivo e o parâmetro da árvore de “Parameters”;

Figura 88: compartilhamento de visualização.

Figura 89: exibição na forma de gráfico de barra.

II - para a configuração de mapas na Interface Gráfica do Usuário, abrir uma nova janela de mapas;

Figura 90: opções de exibição do gráfico.

Figura 91: exibição de trajeto.

III - abrir "Properties":

Figura 92: parâmetros de exibição de rota.

IV - o campo "espessura da linha (Line thickness)" permite definir a espessura da rota em pixels e os campos" X offset" e "Y offset" permitem deslocar a rota sobre o mapa nas direções "x" e "y";

V - com a opção "Show parameter next to route" pode-se mostrar o valor de um parâmetro selecionado em formato numérico ao lado da rota. Selecionar o parâmetro e definir as cores do texto e de fundo;

VI - selecionar a opção "how active cell information" para mostrar as informações e direção da célula ativa;

VII - o item "Draw as dots (traçar pontos)" permite visualizar a rota de medição como pontos em vez de uma linha e quando selecionada esta opção, o campo "Dot size" aparece e permite definir o tamanho do ponto em pixels;

VIII - ao selecionar a opção "Draw thicker line when using high band (traçar linha mais larga em faixas altas)" a rota traçada será mais larga quando o dispositivo estiver utilizando as faixas de frequências "1800/1900 MHz";

IX - com a opção "Draw during pause" desmarcada, a rota não é traçada durante pausas;

Figura 93: opções de configuração de parâmetros da "Route properties" - "color"

X - "Use default color (usar cor padrão)" para definir uma cor única para a rota de medição;

XI - para colorir a rota com base nos valores de um parâmetro, selecionar a opção "Use color set (usar escala de cores)";

XII - primeiro selecionar o "Parameter" para o qual deseja definir as cores. Se estiver medindo com um scanner, selecionar também os canais/pilotos mostrados, clicando em "Select Channels/Select Pilots (Selecionar canais/pilotos)";

XIII - em seguida, selecionar a escala de cores correspondente no campo "Color set", clicando sobre "Edit Color Set (editar escala de cores)" para acessar a janela "Color Set Editor (editor de escala de cores)";

XIV - observar que mesmo utilizando uma escala de cores para colorir a rota de medição, a rota será traçada com a cor padrão caso o parâmetro selecionado não tenha valores válidos. Portanto, é melhor não usar a cor padrão na escala de cores;

XV - para visualizar a média dos valores sobre a rota, selecionar a opção "Trend line (linha de tendência)" e selecionar em "Number of previous values (número de valores prévios)" quantos valores incluir no cálculo da média;

XVI - com a opção "Hide route line on invalid value (esconder linha da rota em valores inválidos)" a cor padrão não é traçada;

Figura 94: opções de configuração de parâmetros da "Route properties" - "notifications".

Figura 95: opções de configuração de parâmetros da "Route properties" - "textual notes".

XVII - na aba "Notifications (notificações)", selecionar a opção "Show notifications (mostrar notificações)" para ver ícones de notificação sobre o mapa. Pode-se também definir o tamanho do ícone em pixels;

XVIII - ao selecionar "Show Textual notes (mostrar notas de texto)" na aba "Textual notes (notas de texto)", é possível visualizar as notas de texto sobre a rota de medição na janela de mapa. Pode-se selecionar a cor do texto e de fundo para as notas por meio dos campos "Text color (cor do texto)" e "Background color (cor de fundo)";

Figura 96: opções de configuração de parâmetros da "Route properties" - "Base stations".

XIX - o campo "Connected BTS File (arquivo de BTS associado)" refere-se ao arquivo de BTS associado ao mapa. Selecionar um arquivo de BTS clicando sobre o botão "Add BTS File" no painel lateral da janela de mapa;

a) selecionar a opção "Draw line to active base station (traçar linha para a estação ativa)" para traçar uma linha da BTS servidora ao ponto de medição;

b) selecionar a opção "Draw line(s) to neighbor cell(s) (traçar linhas para as células vizinhas)" para traçar linhas das células vizinhas ao ponto de medição;

c) selecionar a opção "Draw only to active system cell(s) (traçar apenas para as células do sistema ativo)", para traçar uma linha das células do sistema ativo ao ponto de medição;

d) selecionar a opção "Draw line(s) to missing neighbor cell(s) (traçar linhas para as células vizinhas faltantes)" para traçar uma linha das células vizinhas faltantes ao ponto de medição; e

e) selecionar a opção "Draw line(s) to interferer cell(s) (traças linhas para as células interferentes)" para traçar uma linha das células interferentes ao ponto de medição.

Art. 42. Para a execução de medidas de disponibilidade de serviço conforme descrito no Art. 29, Parágrafo 6º da Portaria 2453/2022, deve-se utilizar terminais de teste disponíveis no momento da atividade.

Art. 43. Os testes a serem executados juntamente com o medidor Scanner, são:

I - teste no modo "IDLE"; e

II - teste "IPERF";

Art. 44. Os detalhes de configuração deverão ser especificados no momento da atividade de fiscalização pelo centralizador.

 

CAPÍTULO VII

DOS MÉTODOS DE CONTROLE

Art. 45. Serão adotados os métodos de controle para prevenir resultados de medições errôneos e assegurar a pronta detecção de deficiências e ações corretivas em tempo oportuno, a seguir:

I - validação dos certificados de calibração, com registro da disponibilidade do equipamento calibrado para uso;

II - controle da qualidade das medidas de GPS por meio do registro do quantitativo de satélites utilizado e descarte de medições caso quantitativo seja inferior ao limite estabelecido;

III - controle da velocidade máxima durante a execução das medidas de drive test por meio das medidas realizadas utilizando o sistema GPS; e

IV - análise crítica e exclusão de medidas espúrias.

Parágrafo único. A definição das rotas deverá ser feita pelo centralizador da atividade, com o auxílio de software de geoprocessamento, de forma a abranger, da maneira mais uniforme possível, as localidades/municípios de interesse.

 

CAPÍTULO VIII

DO TRATAMENTO DOS DADOS COLETADOS

Art. 46. Considerando que as referidas referências regulatórias não estabelecem tolerâncias aplicáveis, adotar-se-á o valor medido como representação do valor verdadeiro, podendo incluir na determinação desse valor, tratamentos e pós processamentos de acordo com a presente IF sobre coleta e tratamento de dados obtidos por método de drive test.

Art. 47. O Agente de Fiscalização deve seguir os procedimentos a serem adotados para realização da análise comparativa do projeto de cobertura com as medidas em campo realizadas com a plataforma de drive test.

§ 1º No caso de utilização da ferramenta de predição da prestadora, deve-se agendar a análise e a comparação das medições de campo com o projeto de cobertura da prestadora, solicitando a disponibilização de especialista na utilização da ferramenta de predição.

§ 2º Para o início dos trabalhos, a equipe de fiscalização deve solicitar a relação de identificadores das estações de interesse, contendo o "LAC", "Cell Id", "PSC/PCI", e outros que o Agente de Fiscalização julgar necessários.

Art. 48. Em se tratando de múltiplas medidas (do equipamento de drive test) no mesmo ponto (pixel ou quadrícula), deve-se registrar um único valor, obtido a partir das medições na área delimitada pelo respectivo ponto (pixel ou quadrícula).

Art. 49. O parâmetro do valor unificado das medições, que será objeto de comparação com a predição de cobertura, deve ser a média amostral, conforme embasamento do Informe nº 580/2022/GR09OR/GR09/SFI (SEI nº 8626232).

Art. 50. Para efeitos de cálculo da média amostral, a quantidade mínima de amostras, por pixel, será definida observando o número de sinais de referência (exemplo: Reference Signal - RS no LTE) utilizados para determinação da potência recebida (exemplo: RSRP no LTE).

Art. 51. O tratamento estatístico dos dados coletados em drive-test poderá ser realizado em quaisquer das ferramentas à disposição na Anatel, podendo a Gerência de Fiscalização estabelecer aquela que deverá ser usada para atender uma demanda específica.

Parágrafo único. Foram desenvolvidos dois programas em para tratamento dos dados de drive test, especialmente para unificação das medidas por pixel e célula geradora. Os programas, denominados "gt1.exe" e "gtx.exe", estão disponíveis no processo 53500.046695/2022-15 (SEI nº 8735277).

Art. 52. O algoritmo do programa se baseia em fazer uma varredura na área retangular de interesse, delimitada pelos extremos do trajeto do drive test.

Art. 53. A varredura inicia do ponto do trajeto do drive test de menor latitude e longitude para o ponto de maior latitude e longitude. A partir da latitude inicial, os pontos vão sendo incrementados até a longitude final, e o tamanho de cada incremento corresponde a largura do pixel. Vencidos todos os pontos longitudinais da primeira latitude, esta é incrementada da mesma forma, em uma distância equivalente a largura do pixel, o processo se repete, até que toda a área retangular, delimitada pelo drive test, seja analisada.

Art. 54. Para cada ponto (quadrícula) sob investigação, são registradas as células servidoras, e baseando-se nas medições de potência correspondentes a referida célula, na respectiva quadrícula, é feita uma análise estatística.

Art. 55. A análise registra para cada ponto a célula servidora, as coordenadas geográficas do ponto de análise (centro do pixel), as coordenadas geográficas do centro do trajeto do drive test no interior da quadrícula, a quantidade de amostras, e demais parâmetros estatísticos, como desvio padrão e média amostral da potência em dBm. Para cálculo da média amostral da potência, o programa converte as medidas individualizadas para Watt, calcula a média aritmética e converte para dBm.

Art. 56. O programa exporta os registros para um arquivo "*.txt", com as seguintes informações por linha: "Cellid"; "Latpixel"; "Longpixel"; "LatDt"; "LongDT"; "Quantidade de amostras"; "Potência Média"; "Desvio Padrão"; "Potência Máxima Rayleigh"; "Mediana Rayleigh" e" Percentil 10 Rayleigh", onde:

I - Cellid: identificação da célula servidora;

II - Latpixel e Longpixel: coordenadas geográficas do centro do pixel;

III - LatDt e LongDT: coordenadas geográficas do centro do trajeto do DT no interior do pixel;

IV - quantidade de amostras: quantidade de medidas no interior do pixel;

V - Potência Média: valor médio da potência (em dBm) das medidas no interior do pixel;

VI - Desvio Padrão: desvio padrão (em dB) das medidas no interior do pixel;

VII - Potência Máxima Rayleigh: valor mais provável da potência (em dBm), considerando que o sinal obedece a função de probabilidade de Rayleigh;

VIII - Mediana Rayleigh: mediana (em dBm), considerando que o sinal obedece a função de probabilidade de Rayleigh;

IX - Percentil 10 Rayleigh: percentil 10 (em dBm) considerando que o sinal obedece a função de probabilidade de Rayleigh.

Art. 57. O arquivo de entrada deve contemplar a identificação da célula servidora, as coordenadas geográficas de cada medição e a potência (em dBm).

Art. 58. O programa permite parametrizar, além da largura do pixel, o valor mínimo de potência considerado.

Art. 59. A diferença entre os programas "gt1.exe" e "gtx.exe" ocorre apenas na delimitação da área em que as amostras são consideradas, em cada ponto de análise. O "gt1.exe" considera medições apenas no pixel objeto de verificação, e por outro lado, o "gtx.exe" considera medições nos pixels adjacentes.

Art. 60. Para Operacionalizar o Programa:

I - o arquivo de entrada deve ser do tipo "*.txt", com a seguinte formatação: "Célula", "latitude", "longitude" e "potência", sem cabeçalho, separados por ponto e vírgula, separador decimal ".", coordenadas em grau decimal" e potência em dBm. A figura a seguir, ilustra o formato do arquivo;

Figura 97: informações do arquivo ".txt".

II - para que seja possível a execução do programa, o arquivo de entrada deve estar no mesmo diretório do executável;

III - ao executar o programa será solicitada a largura do pixel em metros. A figura a seguir ilustra o procedimento:

Figura 98: execução do programa - inserção da largura do pixel em metros .

IV - na sequência, entre com o limiar de potência mínimo, em dBm. A figura a seguir ilustra o procedimento:

Figura 99: execução do programa - inserção do limiar de potência mínima, em dBm.

 

V - entre com o nome do arquivo. A figura a seguir ilustra o procedimento:

Figura 100: execução do programa - inserção do nome do arquivo.

VI - o programa será executado, conforme tela a seguir:

Figura 101: execução do programa.

VII - ao final, um arquivo no mesmo diretório do executável, estará disponível no formato "Estatística do DT do SMP__NOME DO SEU ARQUIVO.txt". A figura a seguir, ilustra o arquivo de saída:

Figura 102: execução do programa - resultado.

VIII - considerando o formato do arquivo de saída, para compatibilização com determinada ferramenta de predição, uma adaptação é necessária. A figura a seguir exemplifica a adaptação a esta etapa e finaliza o processo de tratamento, para fins de comparação com a predição.

Figura 103: visualização do arquivo no formato Excel.

Art. 61. Considerando o programa "gt1.exe", a figura a seguir exemplifica sua funcionalidade do ponto de vista das amostras consideradas. No exemplo, foi parametrizada uma largura de pixel de 30 (trinta) metros e as medidas consideradas estão situadas dentro da quadrícula de 30 m x 30 m.

Figura 104: visualização no programa "gt1.exe" - pixel de 30 (trinta) metros, quadrícula de 30 m x 30 m.

Art. 62. Considerando o programa "gtx.exe", a figura a seguir exemplifica sua funcionalidade do ponto de vista das amostras consideradas. No exemplo, foi parametrizada uma largura de pixel de 30 (trinta) metros e as medidas consideradas estão situadas dentro da quadrícula 90 m x 90 m, em destaque.

Figura 105: visualização no programa "gt1.exe" - pixel de 30 (trinta) metros, quadrícula 90 m x 90 m.

Art. 63. Cabe explicitar as diferenças entre os pares de coordenadas "Latpixel e Longpixel", "LatDT e LongDT". O primeiro par referência o centro do pixel, e o segundo, o centro do trajeto do DT no pixel. O Coordenador escolherá o par mais adequado à ferramenta de predição.

Art. 64. A figura a seguir ilustra a diferença: em laranja, o referenciamento de "Latpixel e Longpixel", cujo deslocamento entres os pontos obedece múltiplas constantes da largura do pixel e, em azul, o referenciamento de "LatDT e LonDT", cujo referenciamento é o valor médio do trajeto no interior do pixel.

Figura 106: visualização do referenciamento "Latpixel e Longpixel" e o o referenciamento de "LatDT e LonDT".

 

CAPÍTULO IX

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 65. A Gerência de Suporte à Fiscalização (FISF) disponibilizará em seu repositório, se necessários, modelos de documentos a serem utilizados na execução das etapas previstas nesta IF. 

Art. 66. Compete à Gerência de Fiscalização (FIGF) resolver os casos omissos e adotar as medidas adicionais necessárias à plena operacionalização desta IF.

Art. 67. O programa de aquisição dos dados de drive test (SEI nº 8735277) está disponível para download no processo SEI nº 53500.046695/2022-15.


Referência: Processo nº 53500.046695/2022-15 SEI nº 9594042